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dezembro 25, 2008

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Será que sabes, meu amor, que em mim algo amanheceu, que entre a tarde e a noite, não há sol que se ponha, não há mais escuro que vingue, que dentro dos meus olhos o dia não envelhece?

Será que adivinhas, amado meu, que enquanto dormes, meu sonho desenovela a noite e sua trama de estrelas para cobrir teu sono e fazer mais leve o tempo?

Será que ouves, meu amor, essa língua confusa que falam minha mão sobre teu peito, meus olhos fechados imersos no cheiro que tem a tua pele, meus dedos enredados em teus cabelos, essa língua que compõe, cada vez que te toco, uma nova música com uma nova harmonia por todo meu corpo?

Será que entendes, amado meu, que habitei com meus medos os mais terríveis precipícios e que teu olhar me lança pontes que eu nunca soube que pudessem existir?

Será que sentes, meu amor, que entre tuas mãos todas as minhas pétalas se abrem e posso encontrar vivo o perfume da minha terra e de todos os meus rios?

Será que percebes, amado meu, o amor imenso que te entrego todos os dias, misturado às coisas mais minúsculas, aos momentos mais pequenos, a cada gesto imperceptível?

E ainda que me digas que não, eu sigo te amando assim, sem ruído, delicamente, surpreendendo-me a mim a cada instante com a perfeição simples que se reinventa e multiplica, que nasce para ser tudo isso e a isso ser alheia e nem se dar a conhecer, porque simplesmente não precisa de mais nada além de si e de nós dois.

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Ticcia

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