Archive for junho \29\UTC 2010

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junho 29, 2010

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“Será que eu serei o dono dessa festa . . ”      Imobiliaria em Santos

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junho 28, 2010

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Olhou o espelho
_____ Nos olhos dela:
_____ Árvores
__________ Em superfícies móveis
_____ (E mortas)

_____ Aprisionaram pássaros
__________ Sob sua pele
_____ Qual a força do vento
__________ De tantas asas pulsando?
_____ Que vendaval poria à prova
__________ Este baluarte
__________ No qual você se esconde?

_____ (Há nos amores ditos
__________ A apatia
__________ Das possibilidades afogadas)

_____ Obscuro é o ser-incompleto, garoto
_____ É o peso que carregam
__________ Os que pensam
__________ E sentem demais
__________ Os que cobiçam viver além
_______________ Do que lhes oferece o tempo
_______________ E as possibilidades

_____ ( É o que você deseja
_____ _____Ser livre enquanto ninguém mais o é?)

_____ São todos cegos, vê?
__________ E não é você quem tem a cura
__________ Para a cegueira coletiva
_____ São todos cegos
__________ E resta agora a você
__________ Igualmente
__________ Cegar-se.

 

 

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leila saads

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junho 28, 2010

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Gênese

Poesia se nasce sozinha
de uma raiz enxerida
que cresce num canto do peito.
Se enlaça nas veias do corpo,
se espalha sozinha, em silêncio,
se enrosca nos dedos das mãos,
se espraia no vão do papel,
se mostra na tela em branco.
Surpreso, o poeta se encanta
tamanha a beleza expressada;
ou chora, por ter libertado
palavras sem brilho, sem graça.
O fato é que, triste ou contente,
não pode conter as ramagens
que nascem de dentro de si.
Às vezes se escondem, se encolhem
sem nem avisar o poeta,
que fica, tadinho, achando
que aquela raiz se soltou,
que a erva murchou ou secou.
Até que ela volta. Ressurge
tão forte, altiva e bonita,
ou feia, tortinha, esquisita.
Mas sempre será a poesia
crescida do peito do incauto,
que, mesmo cansado da planta
que cresce sem dó em seu corpo
e enterra raízes na alma,
jamais se verá livre dela:
poesia, essa planta encantada.
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ada lima

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junho 28, 2010

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junho 27, 2010

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‘Também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus.’

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chico buarque

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Clube do Balanço

junho 26, 2010

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*porque hoje é sabado e a noite esta deliciosa e tem show deles e eu vou é me acabar na pista.fui!

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junho 26, 2010

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Ernesto, querido, tudo foi bom e bom. Sonhos… compartilhados na padaria. Brevidades também são doces, na confeitaria da portuguesa que depila o buço – uma raridade! –, mas nunca puderam sintetizar o tempo da nossa, digamos, “especial amizade”. Porque intensidade é coisa que transcende o tempo, meu bem. A cama e as peles que dão liga não entendem esse negócio de ponteiro. Que dizer então dos resquícios que são paridos em dia em bissexto!

A sua boca tem um quê de amêndoa, uma manteiga leve guardada na carne. Isso é coisa que apraz, definitivamente. Aprenda de uma vez por todas – beijo é 50%. Você ultrapassa. Mulher gosta de carinho. Então, mais de meio caminho andado. Não perca isso.

Uma dica para o seu próximo amor: buquê de lisiantos. Isso é flor, o resto é ramo! O sexo feminino, em geral, derrete-se todo por um punhado de flores – eu sou uma, ora pois! –, mas a maioria dos homens só sabe dar buquês de rosas, buquês de flores-do-campo (aquele típico para debutantes) e, quando muito, um vasinho com orquídea – dado sempre por quem pensa que raridade e beleza afagam mais a mulher. Orquídea todo bobão sabido dá! Lisianto é atenção e criatividade afetiva.

Pode ter certeza que sempre fui 100%. Agora me faço de zéfiro. Começar tudo de novo. Eu sou volúvel mesmo, eu sou passagem, sou ritual de outrem. Outrem – eu gosto dessa palavra.

Siga, viva e ame. Não fui a primeira, nem serei a última, como bem diz o clichê. Mas, talvez, para quem procura algo mais como você, eu posso ser a penúltima. E isso é um alento.

Te desamo agora como da vez primeira em que disse “te amo”. Desamor é algo mais que amor, porque abrir mão é coisa doída. Todo desapego gera cicatriz. E cada uma serve para lembrar e contar história. Fui apenas um capítulo. Pronto agora, seja feliz!

Lisiantos,

Rebeca.

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 remo saraiva