Archive for fevereiro \28\UTC 2011

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Caetano Veloso

fevereiro 28, 2011

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fevereiro 27, 2011

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sabe aquela mulher calma, segura, tranquila, que não te cobra nada, não sente ciúme e não discute a relação? pois é, ela tem outro.

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fevereiro 24, 2011

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 Faz tempo
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Faz tempo
não aliso o vento
da tua boca
com os dedos dos meus absurdos
 
Faz tempo
esqueci-te no fundo
do céu azul
de uma tarde de maio
e nunca mais o vi
a falsear gaivotas
com os olhos
 
Faz tempo
voaram as marquizes
e os guarda-sóis
E fiquei  torta da vida
sob estes lençóis
e estes abrolhos
de não te quero mais.
 
Faz tempo
era um cais e uma ilusão
E eu amava
correr pelas escadarias do teu silêncio
mesmo sem poder te dar as mãos
 
Faz tempo não ando louca
à cata de teus dedos
e nem espreito
pelos desvãos da tua boca
aquele sonho que me era flor

 

 

 

 

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lázara papandrea

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fevereiro 22, 2011
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clique na imagem, pliss. . .

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fátima queirós

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fevereiro 22, 2011

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 Quando quiseres
venhas
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e gires com as pontas dos dedos
o meu coração.
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Encontrarás
teus segredos nos meus olhos abertos.
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Guardo no peito
o íntimo
de quem se achega.
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 nirton venancio
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fevereiro 22, 2011

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Conga la conga 
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fevereiro 21, 2011

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É verdade. Há segredos. Mas aqui não me refiro aos segredos amargos, comidos por traças que guardamos no fundo da gaveta mantida trancada, cheio de papéis por cima pra disfarçar. Refiro-me aos segredos vivos, cultivados em jardins secretos, onde nós mesmas só conseguimos chegar depois de passar por labirintos tortuosos de nossas consciências improváveis. Segredos que têm cheiro, gosto, que nos fazem bem, que nos fazem andar horas pelos castelos da memória, sala depois de sala, escadarias, átrios, portais, passagens clandestinas, fazer o caminho mais longo e difícil para adiar o momento do encontro, o clímax do fim da busca, até nos defrontarmos com eles e nos maravilharmos com sua beleza, sua grandiosidade e, claro, com o surpreendente fato de serem só nossos. Doce o prazer da exclusividade, do irreproduzível. Os meus segredos são só meus, me pertencem, sou sua senhora e sobre eles tenho poder de vida e morte, de resgate e de proscrição. Enquanto me servirem, deles farei uso; se me desgostarem, bani-los-ei. Simples. Eles sabem disso, assim, me adulam e bajulam, me oferecem flores, se embelezam para me receber e me cortejam, sim, me cortejam muito. Espalham pétalas pelo meu caminho, banham meus pés em óleo e os enxugam com seus cabelos. Meus segredos me tratam bem e assim eu os trato. Não vive uma mulher sem segredos e sem as mulheres, também os segredos não tardariam a desaparecer.

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ticcia