Archive for junho \24\UTC 2011

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junho 24, 2011

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Pequeno Dicionário do Amor (Brega’n’bass do Amor)

O amor flagela,
o amor migalha,
o amor congela,
o amor navalha.
O amor desarma,
o amor guerreia,
o amor corre nas veias,
o amor joga na vala.

O amor semeia,
o amor desmata,
o amor permeia,
o amor te mata.
O amor é sacrilégio,
o amor não tem colégio,
o amor te sacaneia,
o amor te desampara.

O amor, de amor austero,
amor de amor perfeitinho,
é amor de amor sem destino,
é amor de amor sem elo.
O amor, de amor imperfeito,
amor de amor paralelo,
é amor de amor no peito,
amor de muito carinho.

O amor supera o sonho,
o amor, sonhando, embarca,
o amor chuta a canela,
o amor dá de trivela,
o amor é farofeiro,
o amor é magnata.
O amor come poeira,
o amor rompe o silêncio,
o amor é conseqüência,
o amor é contra-senso.

O amor é indefeso,
o amor sucumbe ileso,
o amor começa e pára,
o amor sobe à cabeça,
o amor desce a porrada.
O amor, de amor austero,
amor de amor perfeitinho,
é amor de amor sem destino,
é amor de amor sem elo.
O amor, de amor imperfeito,
amor de amor paralelo,
é amor de amor no peito,
amor de muito carinho.

O amor é lindo,
o amor é love,
o amor é índio,
o amor é rock.
O amor é black,
o amor é blue,
o amor é vinho,
o amor é cool.
O amor é leve
o amor é trash,
o amor é sério,
o amor é riso.
O amor é paraíso,
o amor é infernal,
o amor é impreciso,
o amor é pontual.

O amor é night,
o amor é dia,
o amor noite,
o amor é fria.
O amor é loucura,
o amor é tesão,
o amor é fissura,
o amor é solidão.
O amor é luta livre,
o amor é ioga,
o amor tem sinusite,
o amor advoga.
O amor é bicha,
o amor é machista,
o amor é futurista,
o amor não marca hora.

O amor, de amor austero,
amor de amor perfeitinho,
é amor de amor sem destino,
é amor de amor sem elo.
O amor, de amor imperfeito,
amor de amor paralelo,
é amor de amor no peito,
amor de muito carinho.

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zeca baleiro

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junho 24, 2011

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Mate as saudades. Encontre-me, às nove, no espelho.

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Deco Vicente

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junho 17, 2011

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junho 15, 2011
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Das coisas que sei
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Sei da encruzilhada
e da estrada
que vai dar em lugar nenhum.
Sei de andar devagar
e também de não poder
andar de jeito algum.
Sei de cada dia.
Do que amei.
Das coisas que não sabes
que sei.
Do tempo que perdi.
Do tempo que matei.
Das dores que arrumei.
De olhares vazios…
Ah, deles eu também sei!
Sei de dias frios
e de luares que morreram desmilinguidos,
num céu sem estrelas.
Sei de estares em mim
sem na verdade nunca
teres te adentrado.
Sei do que não foi cuidado.
Do que não colhi
por não ter plantado.
Mas…sei, sobretudo,
que daqui a pouco
abro a janela e a lua volta.
Meio torta.
Mas, volta!
E luares tortos
não me hão de ser nunca mais
luares mortos.
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lázara papandrea
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junho 15, 2011

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As nossas alegrias estão chorando todas as noites.

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junho 14, 2011

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CONTA

Conta.
Conta porque é que eu não evaporei naquele último abraço.
E quando as palavras se uniram formando adeus, não se fez silêncio.
Conta porque um presente tão bonito (amor) consegue doer tanto.
Diz porque é que a gente perde os passos do caminho.
Porque
eu
não
sei.
Diz.
Jura que eu vou saber e me perder de novo na tua pele.
Explica como é que pode a gente perder de vez o caminho do sorriso
E não encontrar mais as trilhas que se fecham no coração.
Conta.
Eu
sei
guardar
segredo.
Conta porque faz tanto tempo e eu não consigo ir
Conta porque é que eu ainda nem sei se eu posso voltar.
Eu só sei desse mistério que se abre em mim
E os passos que não me tiram do lugar.
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rayanne

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junho 14, 2011

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 . . . .. . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . “Você me tirou pra dançar
 . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . .. . . . . . . ..sem nunca sair do lugar”

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Quantas vezes entre os momentos de nós dois, eu, como quem leva um susto, me jogava em teu colo te apertando e apertava bem forte?

E colocava a cabeça sobre o teu peito tentando ouvir do teu coração algo que me trouxesse sossêgo, que levasse para longe as dúvidas sobre nós. “lute por nós!” “vá embora!” O teu silêncio me fazia sangrar.

E quando tentei jogar o teu jogo e desaguar minhas palavras apenas em rabiscos, eu continuava a te abraçar bem forte, em silêncio te olhava e os meus olhos inquietos diziam “não vai pra longe”. Enquanto você me tinha e as minhas pernas te agarravam com muita força eu te dizia “não sai de mim”. Você saiu e não voltou mais.

Antes que eu desse conta da tua ausência, a minha vida já era tudo o que antes fora, como se nunca tivesse visto teu par de doçura, aqueles que miravam o meu sorriso.

Hoje, mesmo quando sinto tua falta, sei, não é saudade, por que mesmo distante você nunca está ausente. Em meu peito te carrego.

Sobre o vazio que há em meu peito nasceu uma linda rosa vermelha.

P.s.: Eu te amo, Doce.
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luciana lís