Archive for julho \29\UTC 2011

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julho 29, 2011

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negócios e oportunidades

Construo casas de felicidade imóvel
pagamento à vista de mil encantos reais
Tratar ao lado
da pessoa amada
Ou na morada.

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neusa doretto

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julho 28, 2011

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julho 26, 2011

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dezlugares de se sentir muito só
 
 
o último vagão
sala de espera do pronto
socorro!
ponto de ônibus a essa hora demora assim
 
(eu serei sua lembrança vaga
a gente não se entende mais)
 
praça de alimentação aos sábados
fila do banco em S
você precisa decidir
mas escuto canções de amor
e esqueço
 
você não me tem como antigamente
você cortou as cabeças das rosas
agora como será possível vencer o luto
das quatro paredes
 
acabou a força, acabou a força
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juliana amato

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julho 25, 2011

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Amor
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O amor é um jardim decorado com canteiros de corações partidos onde vivemos nossas incríveis estórias. Aventuras irresponsáveis que ressuscitaremos em nossos travesseiros pelo próximo milhão de noites. Pequenos suicídios emocionais, overdoses de arrebatamento, angústia, orgulho.
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(Quando seus lábios encostam-se aos meus, eu penso nela. Mas sempre que ela se aproxima de mim, eu lembro de você.)
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Escolhemos a confusão, nos perdemos numa mata de meias-palavras. Lembranças duvidosas, olhares de viés, promessas que jamais poderemos cobrar.
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(Você trespassou o coração do meu coração como uma adaga renascentista. Eu preparei este sonho para você, mas você devorou a minha mão.)
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O tempo foge e de repente é a vertigem: longe demais para chegar, muito para tentar entender, muito tarde para mergulhar. O lago secou.
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(Vem a madrugada e o mundo é um borrão de fracassos úmidos. Eu volto ao conforto da montanha, meu útero freudiano no meio da floresta.)
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Então nos recolhemos e aceitamos nosso papel. Somos mártires sacrificados em nome do amor. Sangramos o enredo da nossa estória, a mais triste jamais contada. Cultuamos nossa dor, procuramos a redenção. Como um epitáfio para o sonho destruído, um exorcismo, um grito lancinante.
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(Porque todo o amor que sou capaz de roubar, pedir ou emprestar, não basta para aplacar essa dor. O que é o amor? Apenas um prelúdio para a tristeza. Seu objetivo é construir os verdadeiros silêncios)
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Trágico é aquele que anda pelas colinas e olha atrás de si o paraíso perdido. Não tem mais nada, não é mais nada. Quer obrigar o mundo a aceitar suas lágrimas, engolir seu silêncio. O mundo tem mais o que fazer. O sol brilha. As flores são belas.
O amor é patético.
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Gil Brandão
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julho 24, 2011

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Um dia

O sonho é sem limite
a dor tem fim
e o amor desfeito
um dia
se consola.
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Toda saudade
coagulada em sombra
reinventa o amor
no tempo
das lembranças.
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O fogo aquece
enquanto não se apaga
mas chega um dia
em que as brasas
nos alentam.
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 dade amorim
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julho 24, 2011

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♪  So we are history, the shadow covers me /The sky above, a blaze that only lovers see ♫ ♪  

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h1

julho 21, 2011

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Faz tempo
não aliso o vento
da tua boca
com os dedos dos meus absurdos

Faz tempo
esqueci-te no fundo
do céu azul
de uma tarde de maio
e nunca mais o vi
falsear gaivotas
com os olhos

Faz tempo
voaram as marquizes
e os guarda-sóis
E fiquei torta da vida
sob estes lençóis
e estes abrolhos
de não te quero mais.

Faz tempo
era um cais e uma ilusão!
E eu amava
correr pelas escadarias do teu silêncio
mesmo sem poder te dar as mãos

Faz tempo não ando louca
à cata de teus dedos
e nem espreito
pelos desvãos da tua boca
aquele sonho que me era flor!

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lázara papandrea