h1

julho 21, 2011

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Faz tempo
não aliso o vento
da tua boca
com os dedos dos meus absurdos

Faz tempo
esqueci-te no fundo
do céu azul
de uma tarde de maio
e nunca mais o vi
falsear gaivotas
com os olhos

Faz tempo
voaram as marquizes
e os guarda-sóis
E fiquei torta da vida
sob estes lençóis
e estes abrolhos
de não te quero mais.

Faz tempo
era um cais e uma ilusão!
E eu amava
correr pelas escadarias do teu silêncio
mesmo sem poder te dar as mãos

Faz tempo não ando louca
à cata de teus dedos
e nem espreito
pelos desvãos da tua boca
aquele sonho que me era flor!

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lázara papandrea

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