Archive for maio \24\UTC 2012

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maio 24, 2012

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“Saudade fez um samba em seu lugar (benzinho), saudade fez um samba em seu lugar. . “♪♫•*♫

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maio 12, 2012

let-it-bed

visão do gozo (2003 D.C.)

Dragão

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maio 12, 2012

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curta-metragem

As imagens jorraram em ritmo lento, pincelando a memória de lembranças frescas. A ordem veio cronológica, num timing perfeito. Havia mais sorrisos e troca de olhares do que palavras e, que mais não fosse, as palavras viriam com o tempo. Muitas delas, num jogo de frases suaves, de revelações escondidas e, até mesmo, quando nada havia por se dizer. Melodia e só. E sorrio ao lembrar de tudo. De uma foto a uma conversa despreocupada e outra mais tímida, reservada, regada à chope e vermelhidão constante. Sou capaz de imaginar as borboletas que sentia no estômago naquele primeiro cumprimentar de vozes e a energia que seguiu, então. Depois vem flashes mais curtos, fruto do álcool no sangue. Um dia frio, um abraço de gesso e frases soltas, desimportantes. Uma festa que ninguém entrou, um jogo que ninguém queria jogar e uma cachaça que ninguém merecia beber. Teve silêncio, também, e nessa hora as imagens são mais intensas, ainda que apenas seja o breu causado pelas pálpebras fechadas. Mas teve o toque. Teve o cheiro. Teve o gosto. E cravou, então. Poderia ter parado aí.

Depois vieram mais palavras. Um abraço de frio e letras desenhando o fato, um por de sol rascunhado numa janela de ônibus e alguns desafios, que começaram com graça, mas amornaram com o tempo. Teve a voz que envolvia as letras e o meu pensamento longe, imerso em memórias que não eram minhas e em figuras que eu sequer conhecia. E tiveram as frases roubadas, entre uma conversa digitada e outra, que saiam sem querer, que pintavam, num e-mail de manhã ou em um depoimento não-aceitável. Arquivei-as todas, embora, num súbito acaso, devo tê-las perdido também… Teve as minhas palavras, tímidas, inibidas. Fato consumado esse: as tuas linhas sempre calaram as minhas, embora eu nunca tenha deixado de soltá-las, apesar da certeza que elas jamais chegariam à altura… Houve muitas palavras, únicas, sozinhas, que foram ditas empolgadas, com o intuito de me ver corar, sem graça. Lembro de cada vez que ruborizei, lembro de cada elogio enfatizado. Uma dança, memorável. E lembro também da vez que, com a voz mansa e fria, tu contaste que os elogios sumiriam, que muito mais vale um elogio solto vezenquando do que solto sempre. Neguei àquele dia. E continuo negando hoje.

Há também as imagens de coisas que nunca tinha feito, experimentado ou sentido. E posso abrir um leque aqui, contar desde as estrelas aos brinquedos que me tiraram do chão. Posso falar da sensação desconfortavelmente agradável de sentir teus olhos penetrados em mim. Eu nunca soube o que fazer com eles, o que fazer diante deles. Eu corava, sorria, perguntava e seguia sempre assim. Posso falar da sensação do vento, que narrei outra vez, trazendo aquele arrepio que percorre corpo inteiro e posso falar de outras tantas, que demoraram a vir, mas que vieram, intensas, com o tempo. E tudo trás imagens. Um jogo do Brasil que não houve gol, mas tiveram cacos de vidros espalhados no chão, uma caneca de café dizendo bom dia e até uma mensagem, curta, no caminho para o trabalho, fazendo valer um dia. Tem meu pé manco, um colo difícil, um interfone madrugando, acordando pessoas que não dormiam e o cheiro do café preto entrando debaixo do edredom… Lembro do cheiro de preguiça, do sono desenhado na face e no sorriso dormido… E lembro das palavras vomitadas no carro, atropeladas, na ânsia de se dizer tudo que deveria ser dito, o que me faz lembrar que muitas vezes engoli a fala a libertá-la, como deveria.

(…)Perdi minha voz, meu coração e o ar em uns brinquedos que nunca julguei entrar e lembro do teu rosto me analisando tempo todo. Lembro do toque, do riso despreocupado e das gozações que seguiam constantes, fruto de um banho vindo de um brinquedo mal sucedido em que fui. Agora as imagens atropelam-se, perdem a cor e um pouco do sentido, misturando dizeres passados com sensações presentes e a falta de tato, de toque. Lembro dos filmes que não vi, do que tu me mostraria, mas que assisti sozinha, derramando chuva no travesseiro, lembrando da cena que tu contou que eu lembraria. Não era cena de filme… Lembro do gosto amargo da lembrança de tudo que era doce e vejo as imagens desmoronando, uma a uma, feito dominó em mão de criança… Na minha cabeça eu sei fazer edição. E, tantas imagens, não dão um curta-metragem.

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Maria Fernanda Probst

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maio 12, 2012

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Por mania

Permaneço por mania. Você não sabe o porquê tenho andado distante. Não é falta de tempo nem vestido novo. Às vezes, finjo que vou, aos poucos, para voltar estrada nova, recente. Não sei se você sabe mas, ser boa sobrevivente o tempo todo, me deixou com um ar novo, especial demais para esse querer insosso que insistia na gente. E esse olhar de quem vai ficando, lhe caiu tão bem. Tão justo. Mas eu tenho saudade sim. Um pouco menor que esse silêncio. Mas alguma coisa em mim tem a tua cara ainda. Você é uma exceção discreta e boba que, vezenquando, esbarra no meu dia. O que nos salva é essa minha falta de jeito para regras. Permaneço por preguiça.

 
Ainda bem.
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Priscila Rôde
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maio 9, 2012

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maio 4, 2012

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hoje eu cantei no banho.
fazia tanto tempo.

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Juliana Gola