Archive for outubro \30\UTC 2012

h1

outubro 30, 2012

h1

outubro 30, 2012

.

.

.

.

.

.

isso

não era amor. era pele. em cada encontro, um atropelo.
colisão de urgências. choque de boings em pleno voo. corpos em queda [quase] livre.
destroços.
.
não, não era amor. nem pele, aquele bombardeio dentro.
dois destróiers com mísseis nos olhos. teleguiado momento. azul-afundamento.
.
não era nada além. nada a quem. nada na onda-nave que impulsionava o vício.
.
isso existiu por um ciclo. curto-circuito. abalo sísmico. um não sei quê, com ímã.
.
cio, cisma, ou nada disso, sei que mexia.
.
movediço.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
valéria tarelho
h1

outubro 26, 2012

.

.

.

.

.

.

.

.

♫ guarde segredo que te quero, e conte só os seus pra mim . . .♪♫•*♫

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

h1

outubro 19, 2012

.

.

.

.
.
.
.
.
.
Mar Demais
.
Meu corpo tem o peso
De muitas partidas.

Alma desancorada.
Janelas batidas no cais
Ausência à flor da pele
Afoita, aflita
Sonhando com poesia.

Meu corpo tem o encanto
De muitas águas
Traduzidas.

O tempo dos naufrágios
Envolvendo meus mares
Até que eu desembarque
Desse balanço interminável
Num mergulho possível.

Meu corpo tem o teor
De um amor que ondulou
E se quebrou, a um palmo
Dos meus sentidos.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

Priscila Rôde

h1

outubro 18, 2012

.
.

;

;

.

.
.
.
.
aos poucos
.
Eu quero que você me queira aos poucos
e devagar
e por partes
e assim, com pausas
pra eu poder respirar com meus pulmões.

Preciso que seja em pílulas
que as doses não sejam únicas
que você vá bebericando em pequenos goles
que me coma à francesa.

Eu queria que você me amasse que nem poesia:
uma linha abaixo
da outra
com suspiros
respiros
e pequenos segundos
sem pressa
de chegar
na última
linha.

Mas você só quer prosa
máquina do tempo
tudo em todas as horas.

Vem devagar
senão vou embora.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
claudia schroeder

h1

outubro 18, 2012

h1

outubro 17, 2012

.

.

.

.

.

.

Num bar, fim de tarde

O que dizer dos teu olhos, interrogações em chamas, sóis que amanhecem juntos num país em festa, poças d’água onde encontro eu mesma. O que dizer da maneira com que te debruças sobre a mesa desrespeitando a distância regulamentar, invadindo meu espaço aéreo de segurança, me deixando indecisa entre a fuga desabalada e a súplica muda por um beijo. O que dizer de tuas mãos em volta do copo úmido, gotas escorrendo pela palma, teus dedos acariciando a borda marcada por teus lábios. O que dizer do teu joelho que toca displicente a minha coxa, e que afasto instintivamente buscando a carapaça do auto-controle. O que dizer do jeito que passas a mão nos cabelos que evoca a sensação deles entre meus dedos e dos meus nas tuas mãos. O que dizer… para que dizer? Do que era mesmo que estávamos falando?

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

.

Ticcia