Archive for the ‘Priscila Rôde’ Category

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novembro 7, 2012

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Não se apresse não. Quando é amor mesmo, o eterno fica assim: ajustável. Veste bem o pensamento, aquece qualquer pé de tempo, se estica na beira da praia.

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Priscila Rôde

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outubro 19, 2012

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Mar Demais
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Meu corpo tem o peso
De muitas partidas.

Alma desancorada.
Janelas batidas no cais
Ausência à flor da pele
Afoita, aflita
Sonhando com poesia.

Meu corpo tem o encanto
De muitas águas
Traduzidas.

O tempo dos naufrágios
Envolvendo meus mares
Até que eu desembarque
Desse balanço interminável
Num mergulho possível.

Meu corpo tem o teor
De um amor que ondulou
E se quebrou, a um palmo
Dos meus sentidos.
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Priscila Rôde

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setembro 22, 2012

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Abismo

E no fim, o que fica é uma
vontade de anular esse abismo
sem poupar mais um pouco de sorriso.
Por qualquer céu mais limpo
que ouse (re)pousar no ar:

recomeço,

que é pra ver se ele demora nos detalhes
pra ver se ele acorda n’outros mares
ver se ele carrega esses seus lugares
e esquece de ficar.

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Priscila Rôde

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junho 21, 2012

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Bem – me – quero

Eu só queria me concluir aqui dentro, mas eu me lembro, sobrava tanta estrada. Era tempo de recomeços – tão começos, insubordináveis. Foi nesse pouco minuto tentado, incompleto, que incrustei as minhas pequenas porções de companhia com algum vazio pleno, e me escondi num olhar meio inteiro, meio meu, meio cheio de tudo.

Eu só queria alguma dúzia de dias seguintes pra ir vivendo, ir vendo, ir… sem me afogar na inteireza de qualquer coisa mais ou menos simples, mais ou menos triste, mais ou menos coisa – boba – que – intumesce – sentidos. Mas há um evento poético que insiste em humanizar a beleza de uma tristeza desacostumada. Eu só queria pousar de leve naquele escombro e empoeirar o amor por um tempo, mas, eu me lembro… e é tão perto de tudo lembrar quanto tempo ainda não perdemos.
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Priscila Rôde
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junho 10, 2012

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in: devaneios

Pouco a pouco,
inda agarro – me
nessa lonjura
que é não te ter dentro
dos meus monólogos…
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Priscila Rôde
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maio 12, 2012

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Por mania

Permaneço por mania. Você não sabe o porquê tenho andado distante. Não é falta de tempo nem vestido novo. Às vezes, finjo que vou, aos poucos, para voltar estrada nova, recente. Não sei se você sabe mas, ser boa sobrevivente o tempo todo, me deixou com um ar novo, especial demais para esse querer insosso que insistia na gente. E esse olhar de quem vai ficando, lhe caiu tão bem. Tão justo. Mas eu tenho saudade sim. Um pouco menor que esse silêncio. Mas alguma coisa em mim tem a tua cara ainda. Você é uma exceção discreta e boba que, vezenquando, esbarra no meu dia. O que nos salva é essa minha falta de jeito para regras. Permaneço por preguiça.

 
Ainda bem.
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Priscila Rôde
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março 19, 2012

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(Des)esperando

Demora é quando a poesia do (re)encontro corrige – de leve – algum começo.

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Priscila Rôde